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A nova menina superpoderosa negra é uma vitória da diversidade

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Docinho, Lindinha e Florzinha ganharam uma nova irmã. O desenho animado feminista dos anos 90, que ganhou um reboot ano passado, se tornou mais diverso com a adição de Bliss, um personagem de pele negra e cabelo azul.

Até agora, o papel de Bliss nas novas batalhas das meninas ainda não foi revelado. Sua raça exata não é conhecida e ela será dublada por diferentes atrizes nos mais diferentes países onde o desenho é transmitido. É uma ação importante para a diversidade da Cartoon Network, e com certeza vai tocar os fãs do canal (52% dos espectadores da Geração Z nos EUA são não-brancos). A personagem vai aparecer no novo filme de cinco partes de Meninas Superpoderosas, que estreou em 17 de setembro nos EUA e vai ao ar dia 19 no Brasil.

As Meninas Superpoderosas estreou em 1998. Até agora, 78 episódios foram ao ar, além de um longa e um especial de Natal. Mas onde Bliss estava todo esse tempo? A super-heroína foi criada pelo Professor X antes de Docinho, Lindinha e Florzinha. E como ele usou o Químico W em vez do X, seus superpoderes estão ligados a suas emoções. Então sempre que fica chateada, Bliss entra em combustão e destrói tudo ao redor. Cansada de causar problemas, Bliss fugiu para a Ilha Cocô de Passarinho (isso mesmo) e escolheu viver exilada… até agora.

Nos EUA e África do Sul, Bliss será dublada pela rapper sul-africana Toya Delazy. Pegar o papel foi uma grande vitória para Toya, que cresceu assistindo As Meninas Superpoderosas e se identificava com a Docinho por causa de seu jeito moleca. “É muito incrível; não tenho mais o que dizer… quero encher as meninas, especialmente meninas negras, com essa energia de que você pode fazer tudo que quiser”, disse Delazy a Elle sul-africana. “Esse é o objetivo de Meninas Superpoderosas. Fazer as meninas sonharem que podem ser super-heroínas… Se a representação conta com o fato de que todo mundo está falando tanto sobre isso, significa que era muito necessário, e é lindo. Também é muito legal colocar os holofotes sobre a África.”

O principal foco do reboot de Meninas Superpoderosas era remover as partes problemáticas da série, como o retrato sexista da Senhorita Bellum, a assistente do prefeito. E Florzinha, Docinho e Lindinha são menos clichê. Os roteiristas do desenho afastaram as personagens dos arquétipos “a inteligente”, “a moleca” e “a doidinha”, e as desenvolveram em meninas mais convincentes. “Desenvolvendo as personalidades delas e as compreendendo melhor como personagens, podemos escrever histórias com que as pessoas podem se identificar mais”, explicou Nick Jennings, produtor-executivo do reboot. “Acho agora que você pode se conectar melhor a elas.”

E as super-heroínas até combatem a masculinidade tóxica. Jennings diz que o novo vilão Manboy, que é do tamanho de uma criança mas possui superforça, é “um personagem masculino com mentalidade antiga nesse mundo moderno”. Parece uma luta fácil para Lindinha, Docinho, Florzinha e agora Bliss.

Esta matéria foi originalmente publicada no i-D .

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