Futuro candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin renunciou no dia 6 ao cargo de governador de São Paulo, após quase oito anos no posto, sem tirar do papel série de promessas que fez para o Grande ABC, entre construção de equipamentos, convênios com as prefeituras e a implementação daquele que seria o principal projeto do governo tucano para a região: a Linha 18-Bronze do Metrô, que ligaria as sete cidades à Capital.

Várias obras tocadas pelo Estado na região não chegaram a começar de modo efetivo. Algumas intervenções, após meses de atrasos e de frequentes adiamentos, foram entregues inacabadas dias antes de Alckmin deixar o comando do governo paulista. Em agenda de lançamentos, cerca de uma semana antes de sair da chefia do Executivo, Alckmin desembarcou em Diadema para inaugurar a Fábrica de Cultura, primeira unidade fora da Capital, e a Rede Lucy Montoro. Porém, a abertura concreta tanto de um quanto de outro só ocorrerá em junho, já que ainda será necessária contratação de empresas para a gestão dos equipamentos. No dia 27, quando houve a inauguração simbólica da fábrica, a guarita do prédio sequer possuía vidros e, com o término do evento, prestigiado com pompas, os portões se fecharam.

O Centro Dia do Idoso de Santo André, que tornou-se no meio do caminho Centro de Convivência do Idoso, também se arrasta, com estimativa de abrir as portas até dezembro. Outra reivindicação antiga, a reativação de unidade própria do IML (Instituto Médico-Legal) de Mauá foi avalizada pelo Palácio dos Bandeirantes no ano passado.

Entretanto, não se materializou ainda. A previsão é a de que o equipamento seja entregue à população até o início do segundo semestre. Integra a lista de promessas não cumpridas pelo Estado ao município mauaense a instalação de unidade do Bom Prato, que fornece refeições (café da manhã e almoço) à população todos os dias por até R$ 1, assegurada ainda em 2014. Desde o ano passado a relação entre a gestão Alckmin e o governo Atila Jacomussi (PSB) vinha se desidratando por conta do impasse envolvendo a dívida da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), autarquia municipal, com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
Na vizinha Ribeirão Pires, a dívida deixada por Alckmin foi a não construção de alça de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel, na divisa do município com Suzano, garantida no primeiro ano do segundo mandato do tucano, em 2015.

A gestão Alckmin, por outro lado, inaugurou três unidades do Poupatempo (Santo André, Mauá e Diadema) e no fim do ano passado colocou em prática a ampliação do Expresso ABC, linha exclusiva da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que liga Santo André à Capital com apenas uma parada, em São Caetano. Em operação desde 2016, o número de viagens foi estendido de 14 para 16. A reforma e modernização das estações da Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), contudo, ficaram apenas no discurso.

Júnior Carvalho/Fábio Martins
Diário do Grande ABC

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