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Polícia militar da Grande SP mata 60% mais em 2020

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De janeiro a abril deste ano, 98 pessoas foram mortas por batalhões da capital e 80 na região metropolitana. Para especialista, a criação dos Baeps é uma das explicações para o aumento de letalidade.

O número de pessoas mortas por policiais militares de batalhões das cidades da Grande São Paulo aumentou 60% de janeiro a abril de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com levantamento da reportagem com base em dados da Corregedoria da Polícia Militar no Diário Oficial do Estado.

De janeiro a abril deste ano, 98 pessoas foram mortas por policiais subordinados ao Comando de Policiamento da Capital (CPC), contra 68, em 2019. Já nos batalhões do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), os policiais mataram 50 pessoas nos 4 primeiros meses de 2019 e 80, em 2020. O CPC tem 31 batalhões e o CPM, 21.

Para efeito de comparação, o número de mortos pelo Comando Policiamento de Choque (CPChoque), historicamente com altos índices de letalidade por ter a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) como um de seus batalhões, caiu 4%, de 44 para 42.

No total do estado, 291 pessoas foram mortas pelas polícias Civil e Militar em 2019 e 381, em 2020, 97% sob responsabilidade da PM: 371. O número de policiais mortos subiu de 6 para 16 no mesmo período.

A PM também informou o número de policiais mortos até esta terça-feira: 19. Se comparado com o mesmo período, de 1º de janeiro a 23 de junho de 2019, houve crescimento de 138%: de 8 para 19,

Na avaliação do gerente de Sistemas de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, a criação de Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baeps), subordinados ao Comando de Policiamento de cada área é um dos pontos que podem explicar o aumento da letalidade policial neste ano.

Fonte: G1

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