A maior taxa de abstenções foi em Santo André (28,87%)

A reportagem de Júnior Carvalho no DGABC revela que o índice de abstenções no primeiro turno das eleições deste ano, primeira da história em meio a uma pandemia, atingiu 26,37% do eleitorado do Grande ABC

O maior patamar desde a redemocratização, em 1988. Levantamento feito pelo Diário, com base nos resultados da primeira etapa do pleito, mostra que 552.101 eleitores deixaram de ir às urnas no dia 15.

Em comparação com a disputa municipal passada, em 2016, o total de ausências nas eleições saltou 30% – há quatro anos, as abstenções chegaram a 412.847 (19,95% do eleitorado).

Numericamente, a maior ausência foi registrada em São Bernardo, onde 165.087 eleitores deixaram de votar no primeiro turno. Lá, o prefeito Orlando Morando (PSDB) foi reeleito com 67,28% dos votos. Levando em consideração a proporção do eleitorado, a maior taxa de abstenções foi em Santo André (28,87%), cidade que reelegeu Paulo Serra (PSDB) no primeiro turno, com 76,88%.

O ranking é seguido por Diadema, onde 85.407 eleitores (25,94%) deixaram de votar na primeira fase do pleito – o segundo turno será entre o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) e Taka Yamauchi (PSD). Em seguida vem Mauá, que registrou 23,49% de abstenções (72.020) – o confronto final será entre o atual prefeito, Atila Jacomussi (PSB), e o vereador Marcelo Oliveira (PT). Em Ribeirão Pires houve 24,82% (22.466) – elegeu Clóvis Volpi (PL), com 45,91%. Na sequência aparecem São Caetano, onde o índice de abstenções chegou a 24,53% (34.963) – deu vitória à reeleição do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), com 45,28% –, e Rio Grande da Serra, onde as abstenções atingiram 22,33% do eleitorado (7.093). Lá, Claudinho da Geladeira (Podemos) foi eleito com 35,56%, uma das margens mais apertadas nos últimos anos na cidade.

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