O ex-presidente viajará pelo estado de Minas Gerais por oito dias; nesta terça-feira ele parte para Governador Valadares

“Eles não sabem o que é um pernambucano depois de receber a energia dos mineiros. Se não quiser que eu seja candidato, que vá pra urna votar contra”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao retomar nesta segunda-feira (23) a caravana Lula Pelo Brasil, desta vez em Minas Gerais. Ao lado da presidenta eleita Dilma Rousseff, Lula foi recebido por uma multidão na Praça dos Três Poderes, na cidade de Ipatinga.

Lula fará uma viagem de oito dias pelo estado, visitando pelo menos 14 cidades mineiras, nos vales do Aço, do Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha. Lula decidiu visitar a região do Norte de Minas para ver de perto os retrocessos provocados pelo atual governo ilegítimo de Michel Temer. Primeira parada do ex-presidente, o Vale do Aço enfrenta a disparada do desemprego à sombra da memória do que foi a era de desenvolvimento durante o governo Lula.

“Qual era a expectativa de um jovem cinco anos atrás e qual é o pesadelo do mesmo jovem hoje?”, questionou o ex-presidente. O ato foi marcado pela defesa à soberania nacional, contra o cronograma de privatizações do governo atual.

Lula também falou sobre a caçada judicial a que tem sido submetido e expressou confiança. “O Lulinha paz e amor voltou. Talvez nem tanta paz e nem tanto amor porque eles não querem. Eu dei mas não teve reciprocidade. Reviraram até meu colchão. O que eu quero é que com a mesma coragem que eles tem de mostrar dólar na casa dos outros, eles mostrem os vazamentos no teto que encontraram lá na minha casa…”

O ex-presidente também ressaltou que a campanha de ódio movida contra ele não deve tirar fôlego da caravana. “Eles falam que tem gente que vai fazer bagunça pro Lula não ir lá. Eu sou pernambucano, filho de pai e mãe analfabeta. Fui conhecer pão com sete anos de idade. Vocês acham que um cara que nasceu em Garanhuns e não morreu até os cinco anos vai ter medo de provocador aqui em Minas?”, afirmou.

Presidenta eleita

A presidenta eleita Dilma Rousseff destacou que a soberania nacional representa colocar as riquezas do país à serviço do povo e não de uma minoria. Ela lembrou o desmonte da Petrobras, e a venda de poços de petróleo em leilões sem a estatal brasileira. “E não pararam pelo pré sal, eles abriram a possibilidade de vender nossas terras férteis para estrangeiros. E hoje começa uma discussão com o Lula aqui em Minas para discutir como impedir a venda das riquezas brasileiras”, ressaltou.

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