Com 90% de taxa de empregabilidade, edtech investe em juniores

O ingresso no mercado de trabalho é um desafio para os que dão os primeiros passos em suas carreiras. Esse é o caso dos profissionais juniores da área de tecnologia, embora estejam inseridos em um mercado aquecido e com inúmeras oportunidades, é comum que vagas e empresas não estejam preparadas para contratar profissionais com esse nível de senioridade. Essa é uma problemática que empresas como a Cubos Academy tentam minimizar.

Uma pesquisa feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) mostra que apenas 14,87% dos jovens que se formaram entre 2019 e 2020 conseguiram empregos em suas respectivas áreas de formação. Entre os motivos que explicam essa baixa inserção no mercado de trabalho, a falta de preparo para atender as expectativas das empresas pode ser um dos pontos que merecem atenção.

“Embora o mercado de TI seja extremamente aberto, as empresas são bem exigentes e, por vezes, esperam competências que nem sempre estão dentro do que um profissional nível júnior domina. O foco central aqui na Cubos Academy é garantir que esses estudantes estejam preparados para essa realidade, não somente para a parte operacional, mas também para os processos de seleção futuros’’, explica Thais Alonso, Head de Negócios na Cubos Academy.

Fundada em 2020, a edtech conta com um programa de residência que tem como objetivo garantir que os alunos construam portfólios e experiências em projetos reais. “A iniciativa é muito parecida com a residência médica, os estudantes realmente colocam a mão na massa e têm contato com as dinâmicas reais do dia a dia. Vale ressaltar também que muitos profissionais acabam sendo contratados pelas empresas que solicitaram o projeto”, ressalta a head de negócios da Cubos Academy.

Com 90% de taxa de empregabilidade entre os formandos nos cursos da startup, o principal foco é promover uma melhor qualidade de vida por meio da educação. Para isso, não basta formar os alunos, é preciso garantir que esse profissional seja empregado mesmo em meio aos desafios do mercado de trabalho.

“É importante que as escolas estejam focadas em preparar esses alunos para entrarem no mercado de trabalho o quanto antes. Diante disso, adequamos nossa metodologia para assegurar que esse profissional tenha todas as ferramentas disponíveis para alcançar esse objetivo. Durante as aulas, simulamos entrevistas, testes de competências comumente exigidos pelas companhias e acompanhamos os formandos até que eles estejam empregados’’, enfatiza Thaís.

Embora o preparo desses profissionais seja crucial, é importante que as empresas também estejam preparadas e abertas para recebê-los. Esses especialistas que estão dando os primeiros passos na carreira precisam de suporte, investimento e acompanhamento.

“Os juniores precisam de uma equipe preparada e disposta para orientá-los. Eles já possuem os conhecimentos necessários para se destacarem e se desenvolverem. No entanto, é preciso investir na continuidade da especialização desse profissional, fazendo o acompanhamento e promovendo processos de feedbacks. Nem sempre as empresas conseguem dispor de profissionais que tenham tempo hábil para acompanhar o desenvolvimento desses profissionais, acredito que esse seja o maior foco da problemática’’, expõe Thais Alonso.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, existem atualmente 845 mil empregos no setor de tecnologia do Brasil e a projeção da demanda de mão de obra até 2024 é de 70 mil profissionais. A formação de novos profissionais é crucial para sanar a alta necessidade do mercado. Por isso, é imprescindível que as empresas contratem e invistam nos profissionais iniciantes.

“O profissional júnior de hoje é a futura liderança sênior de amanhã. É preciso respeitar o ciclo de desenvolvimento e sempre incentivar. O mercado de tecnologia é promissor e formamos talentos que estão prontos para acelerar ainda mais esse setor’’, conclui Thais Alonso, Head de Negócios na Cubos Academy.

 

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