Custo da cesta básica mantém queda na maioria das capitais

O preço da cesta básica no mês passado caiu em 20 das 21 capitais pesquisadas pelo Dieese, segundo pesquisa divulgada hoje (4). As principais quedas foram apuradas em cidades do Nordeste: Maceió (-5,22%), Fortaleza (-4,85%), João Pessoa (-4,62%), Salvador (-4,09%), São Luís (-3,97%) e Natal (-3,64%). A única alta foi registrada em Campo Grande (1,17%).

De acordo com o instituto, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 436,68), seguida de  São Paulo (R$ 421,02) e Florianópolis (R$ 419,17), enquanto os menores valores médios foram apurados em Salvador (R$ 318,52), Natal (R$ 323,90) e Recife (R$ 328,63). Com base na cesta de maior valor, o Dieese calculou em R$ 3.668,55 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família – 3,92 vezes o valor oficial (R$ 937). Essa proporção era de 4 vezes no mês anterior e de 4,56 vezes em setembro de 2016.

No período de 12 meses, até setembro, o custo da cesta teve redução em todas as cidades, com destaque para a queda de 19,11% em Cuiabá. No ano, o preço também caiu de forma generalizada, principalmente em capitais do Centro-Oeste: Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%).

De agosto para setembro, a maioria dos produtos teve preços em queda, especialmente a farinha de mandioca (pesquisada nas regiões Norte e Nordeste), batata (Centro-Sul), tomate, feijão, açúcar e café em pó.

A pesquisa do Dieese, que abrangia as 27 capitais brasileiras, deixou de ser feita em Palmas, Rio Branco e Teresina em 1º de agosto. Um mês depois, foi interrompida em Macapá, Boa Vista e Porto Velho.

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