Empresas conectam músicos, compositores e distribuidores em ambiente dominado por streaming

Brasil MP3 e MusicMe desenvolvem plataformas para facilitar interação entre profissionais da indústria musical

Facilitar a interação entre profissionais da indústria de música, em um ambiente dominado pelo streaming, é a aposta de startups como a paulista Brasil MP3 e a catarinense MusicMe. Elas desenvolveram ferramentas on-line que aproximam músicos, compositores e plataformas de distribuição como Spotify e Deezer.

A estratégia leva em conta o atual cenário do setor, em que as gravadoras tradicionais perderam espaço para players on-line. Em 2016, a receita das gravadoras no Brasil caiu 2,8%, enquanto os downloads tiveram alta de 23% e o segmento de streaming cresceu 52,4%, segundo dados da Pró-Música Brasil.

A Brasil MP3 atua na distribuição digital de composições. A startup diz que as músicas são cadastradas no site e, em até sete dias, são distribuídas nos principais players de streaming, como Spotify e Deezer.

“Auxiliamos os músicos em todas as questões, tanto da distribuição quanto dos direitos autorais. Trimestralmente o artista recebe um relatório para controle, com as informações de veiculação e royalties obtidos com as faixas musicais”, afirma o fundador da startup, Giovanni Bonfim.

A empresa, que participa de um processo de aceleração de negócios na Sýndreams, espaço de inovação localizado em Santa Barbara d’Oeste (São Paulo), tem como foco artistas brasileiros. “Temos mais de 200 faixas registradas e a meta é chegar a 1 mil até o final do ano. Mais de 10 mil usuários já escutaram as músicas distribuídas por nós e queremos triplicar esse número ainda em 2017”, diz Bonfim.

A startup cobra uma taxa de cadastro por música ou álbum, além de uma porcentagem das canções efetivamente faturadas. “Ficamos com 10% da receita faturada com os players. Quando o artista acumular R$ 50 de royalties é autorizado o pagamento ou ele pode converter o valor em bônus para novas publicações”, diz. De acordo com Bonfim, a empresa tem crescido 10% ao mês e pretende atingir o ponto de equilíbrio quando distribuir 5 mil músicas, o que deve acontecer, segundo suas projeções, até o fim de 2018.

Compra e venda de composições

A MusicMe desenvolveu um site que conecta compositores e músicos de forma direta. “Quando pesquisamos como a música era composta e vendida, notamos que não existia uma ligação entre essas duas partes. Nós somos esse ponto de encontro, um ‘Mercado Livre’ de compra e venda de composições”, explica o CEO da empresa, Gefferson Vivan.

A plataforma possibilita que compositores disponibilizem suas obras para músicos que estejam interessados em gravá-las. Eles podem escolher o formato e os valores que desejam por sua composição. Segundo a empresa, a quantidade de cadastros é ilimitada e gratuita. Mas, para deixar a obra em destaque na plataforma, o compositor paga uma taxa.

A startup monetiza cobrando esta taxa e 15% sobre cada composição negociada na plataforma. Ainda sem faturamento consolidado por mês, a MusicMe afirma que tem crescido 10% em número de usuários e 13% em volume de músicas cadastradas.

Com investimento inicial próprio de R$ 50 mil, a startup participou dos programas Startup&Makers, realizado na Campus Party 2017, e Inovativa Brasil 2017/1. Atualmente, a empresa está incubada na Inctech, da universidade Unochapecó, em Santa Catarina.

Segundo Vivan, a companhia atende o Brasil todo e já tem também com composições de Luanda e Angola. “Hoje contamos com mais de 700 usuários cadastrados e 300 composições. Queremos expandir e pensamos em lançar um aplicativo. Isso tem sido muito requisitado e entendemos que pode privilegiar nosso usuário”, afirma.

Com informações de Aryel Fernandes portal DCI

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