Enquanto Doria relaxa distanciamento, Brasil soma 87.618 vítimas de covid-19

O Brasil tem oficialmente 87.618 mortos causadas pela covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram 614 vítimas registradas, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

O número mais baixo divulgado hoje (27) tem relação com o represamento natural que acontece às segundas-feiras, já que menos profissionais de saúde trabalham aos domingos.

A distorção nos números oficiais tende a ser corrigida nos dias seguintes. A subnotificação, porém, é uma realidade reconhecida pelo poder público e denunciada pelos cientistas. Além de o Brasil realizar poucos testes, o vírus segue tendência de interiorização. Fora dos grande centros, a defasagem é ainda maior.

Descaso
Desde o início do surto o governo Bolsonaro desdenha da pandemia. Chega a fazer troça, a chamar de “gripezinha”. O presidente afirmou que o vírus não mataria mais do que a H1N1, que, no auge, em 2009, matou pouco mais de 2 mil pessoas.

Por outro lado, prefeitos e governadores que, especialmente entre abril e junho, decretaram medidas leves de isolamento, agora largam mão de forma intensa. E o fazem durante o período mais letal da pandemia de covid-19.

Doria anuncia novas regras para o Plano São Paulo.

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (27) novos critérios para o Plano São Paulo de retomada econômica e enfrentamento ao coronavírus. Agora, para uma região avançar da fase amarela à verde, o percentual de ocupação de leitos poderá variar entre 75% e 70%, além de permanecer por 28 dias consecutivos na etapa intermediária. As regras começam a valer a partir da próxima sexta (31).

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