O valor imensurável do Semasa

O prefeito Paulo Serra (PSDB) pretende entregar o Semasa a preço de bananas à Sabesp

O SEMASA foi criado em novembro/1969, como resultado da busca de modernização do antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE), órgão de administração direta da prefeitura. A criação do SEMASA teve por objetivo fortalecer e instrumentalizar a administração municipal a partir de uma organização ágil e independente, para executar as melhorias que a cidade necessitava.

Em 1997, Santo André começou a implantar um novo modelo de saneamento e o SEMASA foi a primeira organização do País a integrar, além de água e esgoto, drenagem, gestão de resíduos sólidos, gestão ambiental e gestão de riscos ambientais (Defesa Civil).

Especialistas apontam que o Semasa vale R$ 10 bilhões, é um valor imensurável que a gestão Paulo Serra não quer reconhecer. Para se calcular o valor imensurável, soma se toda a expertise, pessoal técnico capacitado e todas as estratégias acumulados na gestão ambiental executada na cidade.  Atualmente, o Semasa tem um modelo de gestão eficiente reconhecido pela Sabesp e referendado pelo Ministério das Cidades. Tem ISO 9000 e os serviços anualmente passam por auditoria externa”.

Na sociedade contemporânea a discussão acerca das formas de produção e consumo ganham cada vez mais importância. Busca-se relações de trabalho mais justas, consumo mais responsável, respeito ao meio ambiente e humanização das pessoas. É neste debate que estão inseridos as ações imensuráveis que a atual gestão finge não ver.

O prefeito tucano tem acordo de entregar o Semasa para a uma empresa que está sendo investigado por suposta infração à ordem econômica. A Sabesp usa o monopólio do atacado para ganhar espaço no varejo, Serra permitirá que a Sabesp consolide o seu monopólio na gestão da água, o que significará água mais cara para os cidadãos de Santo André.

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