Dados divulgados por deputados do PT, PCdoB e até do PMDB são de que foram empenhados nos últimos 30 dias R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, para liberação após a votação da matéria no plenário da Câmara.

“É a velha prática em ação. Não tem jeito, o governo está lançando mão de todos os subterfúgios que dispõe para tentar salvar a pele desse presidente que além de ilegítimo, possui a maior taxa de impopularidade da história”, disse Chico Alencar (Psol-RJ).

Além das negociações diversas que têm sido observadas nos bastidores, o governo tem ampliado, esta semana, a prática de substituições de nomes no colegiado da comissão, como forma de tentar garantir apoio ao presidente, o que também foi motivo de várias críticas durante a abertura dos trabalhos. Para se ter ideia, desde o mês passado até agora foram feitas oito trocas de cadeira.

Roteiro previsto
O rito que está previsto para os trabalhos é de que, após a leitura do relatório pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), os trabalhos da CCJ seguirão da seguinte forma: as defesas de Temer e dos ministros terão tempo semelhante para expor seus argumentos e defender os clientes e, a partir daí, deverá ser pedido vista do relatório com prazo de dez sessões do plenário.

Mas este pedido pode ser antecipado do início de alguma discussão sobre o tema ou não, caso o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), decida por esperar o prazo regimental de vista.

A princípio, a previsão era de votação da denúncia no plenário da Câmara até por volta do próximo dia 20. Diante das confusões provocadas pela escolha do relator e da possibilidade de desmembramento da matéria, entretanto, os trabalhos sofreram atraso e já há quem fale em votação no plenário no final de outubro ou até 15 de novembro.

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