Seguindo a diretriz dos governos tucanos genocidas, Paulo Serra, prefeito de Santo André havia anunciado há semanas, juntamente com o consórcio intermunicipal a volta às aulas presenciais seguindo a farsante fase amarela do momento para o dia 1° de março. De acordo com os prefeitos genocidas do ABC, como Paulo Serra PSDB, Orlando Morando (Prefeito de São Bernardo do Campo – PSDB), Anacleto Campanella Junior (prefeito interino– Cidadania), os professores e servidores que atuam na educação municipal devem voltar as aulas em meio a pandemia.

Para isso, inclusive, o nazista Anacleto Campannella tomou a frente, e as aulas em São Caetano do Sul retornaram presencialmente no último dia 5, o que já gerou inúmeras internações no município, algumas delas graves.

E neste sentido, os prefeitos de São Bernardo e Santo André determinaram a volta, inicialmente para o dia 1° de março. Frente a isso, os professores destes municípios estão se mobilizando contra a volta às aulas.

Em Santo André, esta mobilização organizou, através dos sindicatos da região (Apeoesp, Sinpro-ABC e Sindserv Santo André) um ato-carreata no dia 18 e assembleia do Sindserv (sindicato que agrupa milhares de servidores da educação no município no dia 19 de fevereiro.

O ato carreata realizado dia 18 reuniu cerca de 100 professores e dirigentes e as intervenções no ato apontavam para a greve da categoria a partir de 1° de março. O ato apesar de pequeno, apontou positivamente a mobilização presencial de dezenas de professores, outra parcela preferiu não participar do ato e ficar apenas na carreata.

Durante a realização do ato, os professores do município começavam a receber através de vazamento de informações da secretaria da Educação, o anuncio de que as aulas no município teriam seu retorno antecipado para o dia 22 de fevereiro, o que imediatamente, iniciou uma grande mobilização de repúdio na rede de ensino, com os professores das mais de 70 escolas do município indignados com o anuncio e querendo maiores informações.

No mesmo dia, o prefeito genocida Paulo Serra realizava uma live para supostamente falar sobre a vacinação da população. Na live, milhares de professores e trabalhadores interpelaram no chat o prefeito repudiando o anuncio do governo municipal.

No dia seguinte, a secretaria de educação convocou as direções escolares e procurando diminuir a crise, voltaram atrás do que haviam anunciado, recuando e anunciando que o retorno dos professores será em 1° de março e alunos em 8 de março.

O ato carreata e o repúdio ao prefeito genocida surtiram efeito obrigando o recuo, mas as aulas em pleno momento de expansão da pandemia estão marcadas para serem retomadas. De acordo com a manobra farsante da burguesia, através dos governos genocidas, encabeçados por João Doria, estamos na fase amarela, tal situação coloca a possibilidade da colocação de 70% dos alunos em sala de aula. Tal situação em qualquer escola de Santo André, imporá uma explosão das contaminações e mortes no município. Com tal situação no momento em que fechamos esta edição, se inicia a assembleia do Sindserv Santo André com a participação de 250 professores, que só não é maior em razão da plataforma utilizada, tal participação, segundo diretor do sindicato já é a maior em mais de 5 anos. A participação massiva mostra a disposição de luta dos servidores, onde possivelmente será aprovada a greve da categoria para o próximo dia 1° de março. Os companheiros de educadores em luta nesta categoria defenderão nesta data a greve total, assim como ocorre em outros importantes sindicatos. Amanhã em matéria adicional colocaremos a decisão desta importante categoria municipal do ABC paulista. Por enquanto, apenas o recuo do fascista Paulo Serra, retorno às aulas presenciais só com a imunização da população e fim da pandemia, esta deve ser a posição dos professores.

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