Prefeito Paulo Serra (PSDB) vai fechar Centro Educacional que atende 500 crianças com deficiência

O serviço é único na cidade, atende alunos da rede municipal com transtornos de aprendizado, deficiências auditiva e intelectual. 

Inaugurado em 2012, o Caem (Centro de Atendimento Educacional Multidisciplinar) de Santo André corre o risco de fechar por tempo indeterminado. Mães de crianças atendidas pelo serviço receberam comunicado de que as atividades permanecem até o dia 28.

Segundo informações dos familiares ouvidos pela reportagem, a prefeitura informou que devido o convênio entre a Prefeitura e a FUABC (Fundação do ABC) atingir seu prazo máximo de vigência (60 meses), não pode ser renovado. O Centro será fechado até a contratação de outra empresa para repor os profissionais. Os pais ainda denunciaram que os profissionais estão apreensivos, pois estão sendo pressionados a assinar novo contrato como pessoa jurídica, tendo um prejuízo com as suas questões trabalhistas.

No Caem, os estudantes têm acesso a uma equipe de profissionais formada por assistente pedagógica, médico neurologista, fonoaudiólogas, psicólogos, terapeutas educacionais e orientadores familiares. Todo o trabalho realizado no Caem tem um olhar na questão pedagógica e na saúde também. Depois da primeira avaliação, que dá aos pais e aos professores as coordenadas sobre as dificuldades de cada aluno, alguns são encaminhados para tratamento terapêutico no Centro.

Em junho de 2016, na gestão do prefeito Carlos Grana (PT), o Centro de Atendimento Educacional Multidisciplinar teve instalações ampliadas sendo investidos cerca de R$ 200 mil nas melhorias do equipamento, que contou também com readequação dos espaços de atendimento de famílias e da parte administrativa, novo parque infantil e implantação de novo portão na entrada para melhorar a segurança no local.

O grupo de mães seguem mobilizadas pelas redes sociais e criaram um grupo de discussão (Maes do CAEM) para chamar a atenção dos moradores e das autoridades.

“Soubemos que algumas terapeutas estavam adiantando as avaliações atrasadas (inclusive a do meu filho está nesse meio…e até agora não foi chamado para reavaliar, o que seria necessário pra ele trocar de ‘fono’ para PP), daí nos fez engolir que seria temporário, que logo a terapeuta voltaria a atender. Não passou 1 mês…e nos chega essa notícia de troca de empresa…que os funcionários serão alguns contratados…que tudo voltaria ao normal, porém sem data definida”, declarou Francine Longo Fagundes Machado.

“Minha filha é ‘hiperativo’, tem TDH e faz tratamento no CAEM há 3 Anos e tem melhorado graças a Deus pouco a pouco.  Estou indignada com esta situação…. Não vamos aceitar que as portas do Caem se feche para nossos filhos, isto os fariam regredir e cada dia é precioso no aprendizado deles”, desabafou Luana dos Reis Lima.

A Secretaria de Educação municipal informou que tenta viabilizar a contratação de novos profissionais o mais rápido possível, de forma que não haja interrupção no atendimento, diz ainda que trabalha para possibilitar a ampliação e qualificação dos serviços.

 

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