Com o argumento de que os radares móveis favorecem a ideia de indústria das multas, o prefeito Paulo Serra (PSDB) retirou os radares móveis que aplicam só um terço das multas em Santo André

Segundo reportagem de Cadu Proieti no Metro ABC, os radares móveis, que deixaram de ser usados pelo departamento de trânsito de Santo André na terça-feira passada, registraram um terço do total de multas aplicadas aos motoristas da cidade neste ano.

Dados da prefeitura apontam que de janeiro a setembro deste ano, 179.116 automóveis foram autuados no município. Deste total, 57.466 foram pelos seis aparelhos que foram extintos e que eram colocados em 171 pontos diferentes em rodízio.

A maior parte das penalidades são anotadas pelos equipamentos fixos – que são 48 ao todo e fiscalizam desrespeito à velocidade máxima permitida e avanço de semáforo fechado. Foram 70.614 multas registradas pelos “pardais”, o que equivale a 39,4% do acumulado no ano.

Os agentes de trânsito foram responsáveis pela aplicação da menor fatia das penalidades: 28,5% ou 51.036 em números absolutos.

Sem o funcionamento dos radares móveis, que multavam um terço dos motoristas infratores na cidade, o prefeito Paulinho Serra (PSDB) disse que a previsão é que haja maior vigilância das equipes de fiscalização de trânsito. “Os agentes já estão atuando de forma mais efetiva. O que mudou é o conceito. Chega de visar só arrecadação. Queremos prevenção dos acidentes, que estão ligados diretamente ao excesso de velocidade”, alega o chefe do Executivo.

Os números mostram que no governo tucano, de janeiro a setembro, as multas de trânsito aplicadas na cidade caíram 21,7%, de 228.877 para 179.116.

Com informações Por Cadu Proieti – Metro ABC

 

 

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