Trabalhadores defendem projeto de renda mínima permanente

Sem enfrentar a desigualdade social e de renda, o Brasil não conseguirá retomar a estabilidade e o crescimento econômico.

O ministro da economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes falou sobre a possibilidade de estender a concessão do auxílio emergencial, voltado principalmente a trabalhadores informais, por um ou dois meses. O governo, defende que o valor de R$ 600 seja cortado para R$ 200.

Guedes insinuou que os trabalhadores do país são vagabundos. “Se falarmos que vai ter mais três meses (da renda básica), aí ninguém trabalha.”

Para o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, um dos caminhos para isso é consolidar uma renda básica permanente. “Não podemos sair desta crise sem ter um programa de renda mínima permanente no Brasil, financiado com imposto sobre grandes fortunas.”

“A pandemia mostrou a importância do papel do Estado, a importância de ter políticas públicas, em especial no setor da saúde e na educação. O que seria de nós nesta pandemia se não fosse o Sistema Único de Saúde?”, questiona Sérgio.

O presidente da CUT lembra que o imposto sobre grandes fortunas está previsto na Constituição desde 1988. “Mas isso não anda porque os empresários, os milionários controlam o Congresso Nacional. Agora é o momento, a sociedade clama por um programa de renda mínima para proteger os trabalhadores. Para isso tem que ter um financiamento dessa política pública e é muito justo que milionários contribuam e que haja justiça tributária no Brasil.”

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